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CIDADE & REGIÃO
04/03/2008
Vigilância alerta sobre casos de cinomose
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O serviço de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Penápolis alerta a população, em especial as pessoas que possuem cães como animal de estimação, que devem vacinar seu animal contra a cinomose, pois a doença vem acometendo vários cachorros nos últimos dias. Segundo o médico veterinário da Vigilânica, Wilton José de Oliveira, só na semana passada, o serviço detectou cerca de 12 cães com os sintomas da doença: diarréia e vômito, corrimento nasal e ocular, febre, falta de apetite, tiques nervosos, convulsões e paralisias, podendo haver associação deles. “Conseguimos recuperar muitos cães, pois estavam no início da doença, mas infelizmente, alguns animais precisaram ser sacrificados, devido ao sofrimento que a mesma provoca”, explicou.
“Pedimos para que o dono do animal procure a clínica de veterinária de sua preferência ou lojas especializadas em produtos veterinários para vacinar seu cachorro contra a cinomose. A partir de seis semanas de idade o animal já pode ser vacinado; depois deverá tomar outra dose anualmente”, explicou.
O Serviço de Vigilância da Prefeitura não oferece essa vacina, pois se trata de uma doença que acomete somente os cães, não transferindo para o homem. “No entanto estamos alertando a população para vacinar os animais, pois se trata de uma doença que debilita muito o cão, podendo causar seqüelas irreversíveis ou ainda leva-lo à morte”, completou o veterinário.
Caso Tchuk
É o caso do cachorro Tchuk, 10 anos, que é animal de estimação do comerciante José de Olineira, 70 anos, mais conhecido como Zelão. Ele conta que há mais de um ano não vacinou Tchuk contra a cinomose e agora o animal está com a doença e sofrendo muito com a paralisia dos membros. “Meu cachorro não consegue mais se levantar, as pernas estão paralisadas, além disso, também não consegue segurar a urina”, comentou Zelão. O veterinário Wilton explicou que o animal vem sendo medicado há cinco dias e está apresentando melhora. “Entretanto não podemos afirmar que ele vai se recuperar totalmente, pois é uma doença que deixa seqüelas”, declarou. “Quero fazer um apelo para que todos os donos de cães vacinem seus animais, pois com o sofrimento do meu cachorro, vi a importância da vacina e não quero que mais bichinhos fiquem doentes por causa da cinomose”, concluiu. Secom – PMP
Saiba mais sobre a cinomose
A cinomose é uma doença altamente contagiosa provocada pelo vírus CDV (Canine Distemper Virus) ou Vírus da Cinomose Canina (VCC), da família paramyxoviridae. O curso da doença normalmente dura 10 dias, podendo prolongar por várias semanas ou meses. A cinomose não é uma zoonose, isto é, não passa para seres humanos; contudo o ser humano pode carregar o vírus até que ele chegue a um animal sadio. A transmissão ocorre, em geral, através do contato com secreções do nariz e boca do animal. Isso pode se dar através de um espirro do animal doente, espalhando a secreção ao redor e contaminando os cães que estejam por perto. A descrição clássica cinomose é uma infecção viral aguda caracterizada por febre bifásica, secreções nasal e ocular, anorexia, depressão, vômito, diarréia, desidratação, leucopenia, dificuldades respiratórias, hiperceratose do focinho e dos coxins plantares, mioclonia e sintomatologia neurológica.
Os animais podem desenvolver sintomalogia nervosa, caracterizada por espasmos musculares (mioclonia) e comportamento fora do normal. O cão pode se tornar agressivo e não reconhecer o dono. Com o degeneramento avançado, o cão também pode apresentar paralisia devido à fragmentação dos neurônios. O tratamento deve eliminar doenças que aparecem devido à baixa no sistema imunológico, como infecções bacterianas; através de medicamento que diminua a inflamação no cérebro e aumente sua resistência e uma alimentação adequada. Secom – PMP
Foto: Com cinomose, o cachorro Tchuk mal consegue se mover
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