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CIDADE & REGIÃO
04/06/2015
R$ 6,5 milhões: Justiça autoriza pagamento da Campestre
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DA REPORTAGEM
A Justiça autorizou nesta semana a realização de mais um pagamento referente à Companhia Açucareira de Penápolis, a Usina Campestre, para credores extraconcursais e trabalhistas de classe I, II e III. Caso não haja intervenções, o 2º rateio deverá ser feito nas próximas semanas por intermédio da Caixa Econômica Federal e o valor para isso é de cerca de R$ 6,5 milhões. A liberação do dinheiro depende ainda do resultado de ação da empresa Rio Doce, que também corre na justiça.
De acordo com a sentença proferia pelo juiz Marcelo Yukio Misaka, os moldes para o pagamento deverão ser feitos nos mesmos parâmetros utilizados para o 1º rateio, ocorrido em outubro do ano passado. Desta forma, uma lista de credores foi apresentada pelo administrador judicial da usina, Dr. Ely de Oliveira Faria, ao Ministério Público, Grupo Clealco e acionistas. Com a autorização do pagamento, eles terão um prazo de cinco dias para se manifestarem. Com a sentença em favor do referido pagamento, o juiz deverá, ainda, determinar que o administrador apresente nova lista de credores ratificada, ou que se mantenha a mesma caso não haja alterações. Com a listagem, deverá ocorrer ainda à comunicação à Caixa Econômica Federal, detentora do dinheiro, para que seja feito o pagamento dos créditos em conformidade com a referida lista. De acordo com a tabela de pagamentos apresentada pelo administrador judicial e anexada ao processo; do montante liberado, R$ 1,7 milhão será destinado ao pagamento dos credores extraconcursais, enquanto que entre os trabalhadores de classe I, II e III será rateado o montante de cerca de R$ 4,8 milhões.
De acordo com o que foi apurado pela reportagem do DIÁRIO DE PENÁPOLIS, dos R$ 43,2 milhões que deveriam ter sido pagos em outubro do ano passado, sobraram ainda quase 2,5 milhões. Parte deste montante, que ficou depositado em juízo, será usado para o pagamento deste 2º rateio, sendo R$ 1,3 milhão empenhados.
RIO DOCE
Segundo a sentença da Justiça local, a empresa Rio Doce se manifestou junto ao Tribunal de Justiça para que recebesse R$ 5,8 milhões referentes aos seus créditos pendentes na ação da Campestre. Desta forma, o Tribunal acatou a manifestação e ordenou que o montante fosse reservado dentre as próximas quantias liberadas para que seja efetuado o pagamento da empresa. O juiz Marcelo Misaka, sugeriu que parte do dinheiro da Rio Doce fosse reservada através da parcela paga pelo Grupo Clealco sobre a compra da Unidade de Produção Independente da Campestre – R$ 1,4 milhão – no mês de abril. Misaka determinou ainda que o valor restante manifestado pela Rio Doce seja pago através das próximas parcelas da UPI que ainda serão quitadas pela Clealco, sendo R$ 5,2 milhões em agosto e R$ 6,5 milhões em dezembro deste ano. Como a ação tramita em outra esfera, Misaka também aguarda a aprovação da forma de pagamento para que o 2º rateio também seja efetuado.
Compra
A Clealco adquiriu a UPI da Usina Campestre por R$ 187 milhões depois que a Campestre passou por processo de recuperação judicial. Deste total, R$ 97 milhões foram ativos para a compra do Parque Industrial que foram parcelados até o ano de 2018. O restante é destinado ao pagamento de dívidas com a união, conforme previsto no edital de venda.
A Clealco realizou o pagamento de R$ 54 milhões, sendo que em 2015, 2016, 2017 e 2018, as parcelas serão de R$ 1,3 mi (em abril), R$ 5,2 mi (em agosto) e R$ 6,5 mi (em dezembro, com exceção de 2018). O valor oferecido pelo Grupo Clealco foi abaixo do valor mínimo estimado para a venda, que era de R$ 315 milhões. Com isso, a proposta precisou ser aceita pelos credores em Assembleia Geral de Credores. A prioridade no pagamento das dívidas ficou com fornecedores e trabalhadores da Campestre.
(Rafael Machi)
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