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CIDADE & REGIÃO

02/12/2016

Piscina: Criança se afoga e é resgatada pelos Bombeiros

Imagem/Rafael Machi
Detalhes Notícia
(Da dir. para a esq.) Os soldados Passarini e Soler e o cabo Nogueira integram a equipe de resgate dos Bombeiros que socorreram a criança afogada

DA REPORTAGEM

Uma menina de dois anos e um mês de idade se afogou na tarde de quarta-feira (30) ao cair na piscina da casa onde mora, no bairro Santa Cecília, em Penápolis. A criança estava sobre os cuidados da avó, que se distraiu.
Segundo informações do Boletim de Ocorrência e também com o apurado pela reportagem, a avó da criança disse que estava na guarda de seus dois netos, sendo a menina afogada e uma criança mais velha. Ela teria as deixado brincar á beira da piscina. Em determinado momento, ela teria se distraído com outros afazeres quando ouviu o outro neto gritando por socorro. Ao se aproximar, viu quando a menina estava caída dentro da piscina e de bruços. A avó disse ainda que, pulou na piscina e retirou a criança, momento em que começou a gritar por socorro, chamando a atenção de vizinhos que acionaram o Corpo de Bombeiros de Penápolis.

Resgate
Imediatamente após o chamado, uma equipe de Resgate do Corpo de Bombeiros de Penápolis, composta pelo cabo Jair Soares Nogueira e os soldados Elton Ricardo Soler Ferreira e Milton Antônio Passarini Júnior, foi ao até a casa da criança.
Segundo Nogueira, enquanto a equipe se deslocava, uma pessoa que estava com a criança recebeu informações de como proceder para auxiliar no resgate. “Quando chegamos, a criança permanecia afogada. Vendo que ela estava sem respirar a colocamos rapidamente na viatura e a levamos ao Pronto Socorro. No caminho, aplicamos todo o procedimento de ressuscitação da criança, oportunidade em que conseguimos tirar um pouco de água de seus pulmões e percebemos que ela começou a reagir”, explicou.
Assim que a equipe dos Bombeiros chegou ao PS, outra equipe formada por médicos e enfermeiros já os esperavam, dando toda assistência necessária á criança. “Cada minuto passado em um caso como este é primordial para se salvar a vida da criança. Felizmente conseguimos fazer tudo de forma rápida, seguindo os padrões de resgate. Graças, também, ao bom atendimento recebido no Pronto Socorro, a criança passou a reagir bem, o que nos deixa contentes, apesar de ainda apreensivos, já que ela ainda precisa de uma boa recuperação”, afirmou Nogueira.
A criança permaneceu em observação no Pronto Socorro da cidade e em virtude de ainda estar com estado de saúde crítico, ela precisou ser transferida para o Hospital Estadual de Bauru, onde, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Penápolis, deu entrada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) infantil.
A reportagem tentou contato por email com a assessoria do hospital, mas até o fechamento desta edição não havia sido omitida nenhuma nota sobre o estado da criança. Um Boletim de Ocorrência foi registrado no Plantão Policial e um inquérito deverá ser instaurado pela Polícia Civil para investigar o acidente.

Segurança
O cabo Nogueira, do Corpo de Bombeiros, ressaltou a importância do cuidado com crianças em casa.
Segundo ele, somente manter o contato visual da criança não é suficiente para garantir sua segurança. “Em um caso como este com piscina, é importante que o adulto mantenha contato físico com a criança durante todo o tempo. Quando você está somente olhando a criança você corre o risco de se distrair e não perceber quando ocorre qualquer acidente”, disse.
Cuidados domésticos também são fundamentais para a segurança das crianças. “A começar por não deixar ao alcance delas qualquer objeto que possa causar algum ferimento, como facas. Deixar o cabo da panela com água quente virado para dentro do fogão também ajuda a evitar que a criança possa pegar o cabo e virar a panela sobre ela. O mais importante é saber prevenir, deixando as crianças longe de qualquer objeto que possam favorecer a um acidente”, ressaltou.
Não somente com piscinas é preciso tomar cuidado para se evitar o afogamento de crianças. “Até mesmo um balde com água no chão pode favorecer um acidente. A criança, normalmente, é curiosa e vai querer ver o que há no balde. No caso de uma criança pequena ela pode querer se debruçar sobre o balde e cair de cabeça para baixo, não tendo força suficiente para se livrar daquela situação, onde pode ocorrer o afogamento”, enfatizou.
Emocionado ao falar sobre o resgate da criança, Nogueira torce por sua recuperação. “Me emociono em um caso como este, pois se trata de uma criança. Não tenho palavras para externar o sentimento, mas somente torcer para que ela se recupere bem”, finalizou com lágrimas nos olhos.

(Rafael Machi)

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